sexta-feira, 28 de junho de 2013

Olavo no podcast do IMB

No mais recente podcast do IMB (Instituto Mises Brasil) Bruno Garschagen entrevista o Olavo de Carvalho. Inesperado, o programa tem três pontos que eu destaco:

- O insight de que o capitalismo, em si, não é uma "forma de governo", e sim o funcionamento do mercado - diferente do socialismo, que é uma forma de tentar controlar o incontrolável. A batalha entre Capitalismo e Socialismo é, em última instância, a batalha entre Economia e Política.

- Economias sempre vão ter que lidar com a concorrência da política, especialmente de países socialistas. Como a própria economia é ameaçada por eles (como ocorreu na Polônia e na Hungria), e o exército é, por definição, estatal, é preciso abdicar um pouco das leis de mercado. Não que eu concorde, mas é um ponto interessante em termos de ação política.

- Liberdade é poder fazer tudo que for "físicamente" possível, sem qualquer barreira. A liberdade só pode ser exercida no plano individual, porém ao exerce-la, o indivíduo pode privar a liberdade de outro. Portanto é um jogo sempre de conflito e, muitas vezes a liberdade econômica entra em conflito com a liberdade política, e este jogo segue indefinidamente. Minha crítica é que a teoria natural da propriedade privada lida bem com esta questão, levando ao ponto de formular que - se a liberdade de alguém vai limitar a liberdade de outro, então chegamos ao ponto de que a melhor forma de maximizar a liberdade a todos indivíduos, de forma igual, é a propriedade privada. Por isso eu considero válido o Princípio de Não Agressão, onde fica estabelecido como a única decisão moralmente equivocada a agressão àqueles que não agrediram, e daí podemos estabelecer todo o resto.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Oligopoliofobia



Ninguém, em sã consciência, quer pagar mais caro por qualquer coisa– inclusive R$ 0,20 na passagem do ônibus.

Porém, é no final do mês, quando fechamos nossas contas e fazemos o balanço do nosso salário é o que vale de verdade. Abaixar o preço do ônibus na marretada, como foi feito pela Prefeitura e pelo Estado, implica num aumento de subsídios com recursos que: ou sacrificará algum investimento público, ou teremos aumento de impostos que, nos finalmentes, fará com que nossos cofrinhos terão os mesmos saldos mensais de antes - nada de diferente.

Para uma verdadeira queda de preços, temos que seguir a única lei incontestável da economia: a lei de oferta e demanda. Desta lei podemos inferir quanto maior a oferta, menores são os preços. A única maneira de aumentar a oferta é acabar com o oligopólio e contar que a livre concorrência, ou seja, empreendedores que estão ligados em uma oportunidade de oferecer este mesmo produto ou similiares a um preço melhor (para ganhar mercado). Com a falta de barreiras para estes novos concorrentes, você maximiza a oferta de serviços deste setor.

Esta é a única opção economicamente válida para uma real baixa de preço, e de brinde, as pessoas ainda ganham mais opções de transporte coletivo. A falta de restrições/concessões e a permissão da livre criação de empresas deste tipo de serviço faria elas a lutarem entre si por você, usuário, e isso as forçariam a tentarem ser o mais eficiente possível (aumentando a oferta). Imaginem também se taxis ou mini-vans pudessem atuar sem restrições? Todos ganham, menos aqueles privilegiados que antes tinham esta mamata nas mãos.

Por isso também que o Passe Livre é uma ilusão – seja pelo subsidio total da tarifa (que aumentaria mais impostos), seja pelo estado tomando para si um transporte totalmente público (o monopólio estatal diminuiria ainda mais a oferta, com alto custo [baixa eficiência] e fala de opções).

Livre-concorrência é o real sentido da palavra LIBERDADE, e não transporte público de graça, onde a ilusão de não ter custo tem, na verdade, conseqüências muito mais indesejáveis no final do mês.