quinta-feira, 27 de junho de 2013
Oligopoliofobia
Ninguém, em sã consciência, quer pagar mais caro por qualquer coisa– inclusive R$ 0,20 na passagem do ônibus.
Porém, é no final do mês, quando fechamos nossas contas e fazemos o balanço do nosso salário é o que vale de verdade. Abaixar o preço do ônibus na marretada, como foi feito pela Prefeitura e pelo Estado, implica num aumento de subsídios com recursos que: ou sacrificará algum investimento público, ou teremos aumento de impostos que, nos finalmentes, fará com que nossos cofrinhos terão os mesmos saldos mensais de antes - nada de diferente.
Para uma verdadeira queda de preços, temos que seguir a única lei incontestável da economia: a lei de oferta e demanda. Desta lei podemos inferir quanto maior a oferta, menores são os preços. A única maneira de aumentar a oferta é acabar com o oligopólio e contar que a livre concorrência, ou seja, empreendedores que estão ligados em uma oportunidade de oferecer este mesmo produto ou similiares a um preço melhor (para ganhar mercado). Com a falta de barreiras para estes novos concorrentes, você maximiza a oferta de serviços deste setor.
Esta é a única opção economicamente válida para uma real baixa de preço, e de brinde, as pessoas ainda ganham mais opções de transporte coletivo. A falta de restrições/concessões e a permissão da livre criação de empresas deste tipo de serviço faria elas a lutarem entre si por você, usuário, e isso as forçariam a tentarem ser o mais eficiente possível (aumentando a oferta). Imaginem também se taxis ou mini-vans pudessem atuar sem restrições? Todos ganham, menos aqueles privilegiados que antes tinham esta mamata nas mãos.
Por isso também que o Passe Livre é uma ilusão – seja pelo subsidio total da tarifa (que aumentaria mais impostos), seja pelo estado tomando para si um transporte totalmente público (o monopólio estatal diminuiria ainda mais a oferta, com alto custo [baixa eficiência] e fala de opções).
Livre-concorrência é o real sentido da palavra LIBERDADE, e não transporte público de graça, onde a ilusão de não ter custo tem, na verdade, conseqüências muito mais indesejáveis no final do mês.
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